Quando um tutor descobre que seu cão ou gato possui um tumor, o primeiro sentimento, geralmente, é o medo. Entretanto, é fundamental compreender que nem todo tumor é maligno e que, com o avanço da medicina veterinária, muitas formas de tratamento estão disponíveis. Entre elas, destaca-se a cirurgia oncológica, que, em muitos casos, oferece não apenas melhora na qualidade de vida, mas também a chance de cura.
Portanto, ao longo deste artigo, você entenderá quando a cirurgia é indicada, quais os riscos envolvidos, além dos cuidados essenciais antes e depois do procedimento.
Afinal, o que é um tumor?
Em primeiro lugar, é importante saber que um tumor é uma multiplicação descontrolada de células. Ele pode ser benigno — ou seja, sem capacidade de invadir outros tecidos — ou maligno, o famoso câncer, que pode se espalhar para outros órgãos e sistemas.
Além disso, os tumores podem surgir por diversos fatores, como predisposição genética, envelhecimento, desequilíbrios hormonais, entre outros. Justamente por isso, é essencial manter o pet em acompanhamento veterinário constante. Afinal, quanto mais cedo o problema for detectado, maiores são as chances de um tratamento eficaz.
Quando a cirurgia se faz necessária?
De modo geral, a cirurgia é recomendada quando:
- O tumor cresce rapidamente e apresenta risco funcional;
- A massa provoca dor, sangramento, secreção ou desconforto;
- Os exames indicam alto grau de malignidade;
- Ou ainda, quando há risco de metástase.
Além disso, mesmo tumores benignos devem ser removidos se estiverem em locais que causam incômodo, como boca, pálpebras ou articulações. Portanto, mesmo que a lesão pareça simples, o ideal é sempre buscar uma avaliação profissional.
Outro ponto importante é que, na maioria dos casos, a cirurgia realizada precocemente proporciona melhores resultados e reduz a necessidade de terapias complementares mais agressivas.
Como o diagnóstico é feito?
Logo após identificar uma alteração, o médico-veterinário iniciará uma sequência de exames para determinar a natureza e a extensão do tumor. Frequentemente, utiliza-se:
- Citologia aspirativa, para análise rápida das células;
- Biópsia incisional ou excisional, que confirma o tipo celular e o comportamento do tumor;
- Exames de imagem, como ultrassom e raio-X, para verificar a profundidade ou disseminação;
- E, por fim, exames laboratoriais, como hemograma e função hepática, para garantir que o pet possa ser operado com segurança.
Portanto, não basta apenas observar o crescimento da massa: é necessário investigar com precisão, a fim de evitar decisões precipitadas.
A cirurgia é segura?
De maneira geral, sim. Com os avanços anestésicos e cirúrgicos, a cirurgia oncológica é considerada segura, especialmente quando os exames pré-operatórios são realizados corretamente. No entanto, como em qualquer procedimento invasivo, existem riscos — como infecção, sangramento ou complicações na anestesia. Ainda assim, quando realizada por profissionais qualificados, as taxas de sucesso são altas.
Além disso, o planejamento cirúrgico pode incluir a remoção de margens de segurança, evitando a recidiva do tumor. Em certos casos, também pode ser necessário retirar linfonodos próximos ou realizar procedimentos reconstrutivos.
Quais cuidados são necessários após a cirurgia?
O pós-operatório exige atenção e disciplina. Afinal, ele é determinante para o sucesso do tratamento. Sendo assim, os principais cuidados incluem:
- Evitar que o animal lamba os pontos cirúrgicos, utilizando o colar elizabetano;
- Manter o pet em repouso absoluto, sem corridas, pulos ou brincadeiras por pelo menos 10 dias;
- Administrar corretamente os medicamentos, seguindo à risca a prescrição;
- Observar o local da cirurgia todos os dias, atento a sinais como inchaço, vermelhidão ou secreção;
- E, por fim, comparecer aos retornos veterinários nos dias indicados.
Além disso, em alguns casos, o veterinário poderá sugerir tratamentos complementares, como sessões de quimioterapia ou imunoterapia, dependendo do tipo e estágio do tumor removido.
A cirurgia cura o câncer?
Muitas vezes, sim. Especialmente quando o tumor é detectado cedo e totalmente removido, a cirurgia pode ser curativa. No entanto, quando o câncer já se espalhou ou apresenta comportamento agressivo, outros tratamentos são necessários. Apesar disso, mesmo nessas situações, a cirurgia pode melhorar — e muito — a qualidade de vida do pet, reduzindo dor, desconforto e complicações futuras.
Portanto, mesmo quando não há cura definitiva, a intervenção cirúrgica ainda pode ser extremamente benéfica.
Conclusão
Diante de um tumor, agir com rapidez, responsabilidade e informação é o melhor caminho. A cirurgia oncológica em pets é um recurso valioso, que pode transformar a realidade de cães e gatos diagnosticados com tumores — benignos ou malignos.
Por isso, ao notar qualquer caroço, alteração na pele ou comportamento fora do comum, não hesite em procurar atendimento veterinário. Afinal, detectar o problema logo no início faz toda a diferença. E, quando o assunto é saúde, principalmente a do seu melhor amigo, prevenir, cuidar e decidir com amor é sempre o melhor remédio. Para mais artigos de veterinária, acesse o nosso blog ou acompanhe nossas redes sociais!