A coceira é uma das queixas mais comuns nos consultórios veterinários. No entanto, ao contrário do que muitos tutores imaginam, coçar excessivamente nunca deve ser considerado normal. Em muitos casos, embora a alergia seja apontada como causa principal, existem diversas doenças de pele em pets que vão muito além disso e exigem atenção imediata.
Por esse motivo, observar atentamente a pele e o comportamento do seu pet é fundamental. Além disso, quanto mais cedo o problema é identificado, maiores são as chances de sucesso no tratamento e no alívio do desconforto dos pets.
Por que a coceira merece atenção?
A pele é o maior órgão do corpo e, por isso, atua como uma importante barreira de proteção. Dessa forma, quando algo não vai bem, o organismo costuma emitir sinais visíveis. Além disso, a coceira persistente pode causar feridas, infecções secundárias e dor constante, o que compromete diretamente a qualidade de vida do animal.
Consequentemente, quanto mais o tutor demora a buscar ajuda veterinária, mais complexo e prolongado tende a ser o tratamento.
Doenças de pele comuns em pets além da alergia
Embora as alergias alimentares e ambientais sejam bastante conhecidas, outras condições dermatológicas também provocam coceira intensa e contínua. Portanto, é essencial conhecer essas possibilidades.
1. Dermatites infecciosas
As dermatites infecciosas são causadas por bactérias e fungos. Nesse caso, surgem sinais como vermelhidão, descamação, mau cheiro e falhas no pelo. Além disso, essas infecções costumam aparecer após feridas provocadas pela própria coceira excessiva.
2. Parasitas externos
Pulgas, carrapatos e ácaros estão entre as causas mais frequentes de prurido intenso. Por exemplo, a sarna provoca coceira severa, queda de pelos e lesões na pele. Dessa maneira, o desconforto do pet aumenta rapidamente se não houver tratamento adequado.
3. Doenças hormonais
Alterações hormonais, como hipotireoidismo e hiperadrenocorticismo, também afetam diretamente a pele. Além da coceira, é comum observar queda de pelos simétrica, pele escurecida e infecções recorrentes. Portanto, nesses casos, tratar apenas a pele não resolve o problema.
4. Doenças autoimunes
Em algumas situações, o próprio sistema imunológico do animal ataca a pele. Como resultado, surgem feridas, crostas e inflamações persistentes. Assim, o diagnóstico precoce é essencial para evitar o agravamento do quadro.
5. Problemas emocionais e comportamentais
Em determinados pets, o estresse e a ansiedade podem desencadear lambedura excessiva e coceira compulsiva. No entanto, antes de considerar fatores emocionais, é indispensável descartar causas físicas e dermatológicas.
Sinais de alerta que o tutor deve observar
Além da coceira constante, outros sinais indicam que algo não está normal. Entre eles, destacam-se:
- Vermelhidão na pele
- Queda excessiva de pelos
- Feridas, crostas ou secreções
- Mau cheiro persistente
- Lambedura constante das patas
- Mudanças de comportamento
Sempre que esses sintomas estiverem presentes, é fundamental procurar avaliação veterinária. Dessa forma, evita-se a progressão da doença.
A importância do diagnóstico correto
Cada doença de pele possui uma causa específica. Por isso, automedicar o pet pode mascarar os sintomas e agravar o problema. Além disso, o uso inadequado de medicamentos pode dificultar o diagnóstico.
Assim, exames dermatológicos, raspados de pele, citologias e testes laboratoriais são indispensáveis para identificar a origem da coceira. A partir disso, o tratamento se torna mais eficaz e seguro.
Prevenção e cuidados com a pele do pet
Felizmente, algumas medidas simples ajudam a manter a saúde da pele em dia. Entre elas, podemos citar:
- Controle regular de pulgas e carrapatos
- Alimentação equilibrada
- Banhos com produtos adequados
- Visitas periódicas ao veterinário
- Observação constante da pele e do pelo
Dessa maneira, o risco de doenças dermatológicas é significativamente reduzido.
Conclusão
Em resumo, coceira não é algo normal e jamais deve ser ignorada. Muitas vezes, ela é apenas o primeiro sinal de doenças de pele mais sérias que vão além da alergia. Portanto, ao perceber qualquer alteração, o tutor deve buscar orientação veterinária o quanto antes. Assim, cuidar da pele do pet significa cuidar da sua saúde, do seu bem-estar e da sua qualidade de vida.Para mais artigos de veterinária, acesse o nosso blog ou acompanhe nossas redes sociais!